ISA realizada oficina com crianças e caminhada sensorial durante Festival de Arte Serrinha

23 dAmerica/Sao_Paulo July dAmerica/Sao_Paulo 2008

No último sábado, dia 19/07, o ISA realizou uma oficina educativa com cerca de 50 crianças e adolescentes das comunidades de Água Comprida e Monte Verde, na área rural de Bragança Paulista (SP). A atividade, uma ação da Campanha De Olho nos Mananciais, fez parte da programação do 7º Festival de Arte Serrinha, que acontece de 07 a 27 de julho, na Fazenda Serrinha, às margens da represa Jacareí, parte integrante do Sistema Cantareira, principal manancial produtor de água e responsável pelo abastecimento de mais da metade da população do município de São Paulo.

serrinha3 Crianças realizam o jogo do encadeamento e percebem as conexões entre elementos e ambientes. Ao fundo, a represa Jacareí. Foto: Marcelo Delduque

A idéia da oficina foi a de despertar conexões entre questões diversas como água, meio ambiente, cidades, produção, população, animais, entre outros elementos e processos. Para isso, contou com jogos interativos e brincadeiras, preparando os participantes para uma experiência sensorial por meio de uma caminhada pela fazenda. O local apresenta diversas paisagens e exemplos de usos do solo, desde pasto e plantio de eucalipto até áreas de mata nativa e em estágio avançado de recuperação. A fazenda também oferece um lindo visual da represa.

O passeio proporcionou a troca de conhecimentos entre os participantes, enriquecida também pela presença de instalações artísticas assinadas por nomes como Bené Fonteles, Luiz Hermano, Gustavo Godoy, entre outros, o que propiciou a apreciação e reflexão sobre o que estava sendo visto e sentido. Os participantes da oficina ainda receberam mapas do Sistema Cantareira, incluindo um recorte da represa Jacareí, e suas cinco bacias hidrográficas que o compõem.

A cidade como um híbrido

22 dAmerica/Sao_Paulo July dAmerica/Sao_Paulo 2008

“Se eu fosse captar um pouco daquela água em um copo, expor as redes que a trouxeram até ali e seguir o fio de Ariadne através da água, “passaria continuamente do local para o global, do humano ao não humano” (Latour, 1993:121). Esses fluxos poderiam narrar muitas histórias inter-relacionadas da cidade: a estória do seu povo e dos processos socioecológicos que produzem o urbano e seus espaços de privilégio e exclusão, participação e marginalidade, de ratos e banqueiros, de doença de veiculação hídrica e especulação acerca do futuro e das opções da indústria da água, de reações e transformações químicas, físicas e biológicas, do ciclo hidrológico e do aquecimento global, do capital, das maquinações e estratégias dos construtores de barragens, de incorporadores do solo urbano, dos conhecimentos dos engenheiros, da passagem do rio para os reservatórios urbanos. Em suma, meu copo d`água incorpora múltiplas estórias da “cidade como um híbrido”. O rizoma (caule) dos fluxos da água, subterrâneos e superficiais, de córregos, tubulações e veios que contribuem para que a água urbana jorre do hidrante é uma poderosa metáfora dos processos socioecológicos corporificados na vida urbana.” (SWYNGEDOUW, Erik,/ A cidade como um híbrido/, p.85)

Movimento Nossa SP entrega propostas a candidatos

21 dAmerica/Sao_Paulo July dAmerica/Sao_Paulo 2008

Durante evento promovido pelo Movimento Nossa São Paulo na manhã desta segunda-feira (21/7), oito dos 11 candidatos à Prefeitura da capital paulista receberam mais de 1,5 mil propostas para melhorar a qualidade de vida na cidade. Compareceram ao evento Edmilson Costa (PCB), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Ivan Valente (PSOL), Levy Fidelix (PRTB), Marta Suplicy (PT), Renato Reichmann (PMN) e Soninha Francine (PPS). A apresentação do evento ficou por conta do âncora da Rádio CBN e da TV Cultura, Heródoto Barbeiro.

O ISA, que compõe o Colegiado e o GT de Meio Ambiente do Movimento Nossa São Paulo, participou do evento e sinalizou para os candidatos e assessores que, em breve, apresentará uma plataforma de propostas específicas para os mananciais da cidade.

As propostas elaboradas pela sociedade civil foram coletadas no processo de mobilização do 1º Fórum Nossa São Paulo - Propostas para uma Cidade Justa e Sustentável, que teve plenárias finais realizadas em maio. Os candidatos também receberam um documento com dez propostas escolhidas pelo Movimento Nossa São Paulo para acompanhamento durante todo o processo eleitoral e, principalmente, a gestão do próximo prefeito e vereadores.

O portal www.nossasaopaulo.org.br disponibiliza, a partir de hoje, todos esses conjuntos de propostas. Caberá a cada candidato(a) selecionar, dentro do agrupamento das propostas, as que mais se alinham com seu ideário e programa de governo. Com informações do Movimento Nossa São Paulo.

Entenda o que o PAC e demais ações governamentais estão fazendo - e deixando de fazer - nos mananciais de SP

18 dAmerica/Sao_Paulo July dAmerica/Sao_Paulo 2008

Se os governos federal, estadual e municipal não investirem na ampliação e diversificação do tratamento de esgoto na região das represas Billings e Guarapiranga, na criação de áreas protegidas e em outras medidas que impeçam que a mancha urbana da Grande São Paulo continue avançando sobre as bacias hidrográficas, a qualidade da água dos mananciais continuará piorando e a sustentabilidade da maior metrópole do País permanecerá em xeque. Leia mais.

No limite da irresponsabilidade

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O Correio Braziliense deste 14 de julho publica matéria sobre desperdício de água na capital federal. Leia resumo abaixo:

No limite da irresponsabilidade

É água que não acaba mais: cada morador do Lago Sul consome, em média, mil litros por dia. O bairro lidera o ranking de consumo no Distrito Federal, no Brasil e, segundo especialistas, se aproxima dos locais que mais gastam água em todo o mundo. Na seca, para não deixar os jardins com aparência de deserto e garantir a piscina cheia, a população abusa e o desperdício aumenta. O consumo no Lago Sul nos últimos 12 meses superou em mais de cinco vezes o considerado suficiente em centros urbanos pela OMS. Também foi quase cinco vezes maior do que a média do DF, que é de 248 litros por habitante/dia. Em São Paulo, depois das campanhas de racionamento, a média hoje fica em torno dos 150 litros. No bairro paulistano de maior consumo, o Brooklin, não passa de 600 . Fonte: Correio Braziliense.

Equipe do Google Brasil fica de olho nos mananciais

10 dAmerica/Sao_Paulo July dAmerica/Sao_Paulo 2008

Nesta quarta-feira 9 de julho, em pleno feriado em São Paulo, o ISA promoveu um encontro inusitado entre funcionários da empresa Google e jovens moradores do distrito do Grajaú, localizado ao lado da represa Billings, na zona Sul de metrópole.

google no grajau1 O grupo reunindo jovens da região e equipe do Google desce as vielas do Jd. Monte Verde, sentido cheiros, ouvindo barulhos e vendo detalhes da paisagem local. Foto: Cláudio Tavares

O encontro ocorreu em duas etapas. Na parte da manhã, 30 funcionários do Google foram recebidos por cerca de 40 jovens no bairro, entre eles alguns educadores, e realizaram uma caminhada pelas ruas e vielas do local até a beira da represa. Ao longo do passeio, ouviram relatos e receberam informações sobre as condições de vida na região, a falta de infra-estrutura e serviços públicos, a fragilidade ambiental da região e as ações e projetos que vêm sendo desenvolvidos pelos jovens para encarar os desafios e solucionar alguns destes problemas.

google no grajau2Na beira da Billings, cada participante do passeio pôde falar sobre suas impressões, sensações e sentimentos provocados pelo encontro com cenas e pessoas tão diversas. Foto: Cláudio Tavares

Na parte da tarde, o grupo se dirigiu ao Sesc Interlagos, onde ocupou por duas horas a sala de Internet Livre para que os “googlers” pudessem apresentar e ensinar os jovens do Grajaú as ferramentas desenvolvidas pela marca, como o youtube, googlemaps, blooger, picasa, e google docs. Divididos em cinco grupos, um para cada ferramenta, os jovens puderam explorar as ferramentas e inclusive manejá-las com fotos, textos e vídeos produzidos durante a expedição do período da manhã.

google no grajau3Depois de receberem informações dos jovens, os “googlers” puderam retribuir no telecentro do Sesc Interlagos, dando oficina sobre usos das ferramentas da marca. Foto: Cláudio Tavares

O resultado do encontro foi uma intensa troca de conhecimentos, experiências e realidades. Para os funcionários do Google, o dia mostrou como São Paulo é uma cidade de cenários e situações tão diversas e como a periferia abriga jovens mobilizados e conscientes em busca de melhorias para suas vidas. Para os jovens, a oficina abriu portas de comunicação e expressão para que suas idéias e projetos se fortaleçam e se multipliquem. Em breve publicaremos notícia completa sobre o evento, aguarde!

Expedição fotográfica deixa Happing Hood e Xis de olho nos mananciais

08 dAmerica/Sao_Paulo July dAmerica/Sao_Paulo 2008

Nesta segunda-feira 7 de julho a Campanha De Olho nos Mananciais do ISA se aproximou de dois dos principais expoentes do rap paulistanos, referências para boa parte da juventude da periferia da cidade quando se fala de música e cultura hip-hop. Os rappers Happing Hood e Xis receberam informações e materiais sobre a questão da água em São Paulo e a grave situação dos mananciais localizados na zona Sul de SP. Os dois ainda posaram com o “brinde de torneira” da campanha, que lembra a importância de economizarmos água.

foto xis com brinde torneira2 Xis se apresentou no programa e depois reforçou a mensagem do ISA: “economize água”. Foto: Bruno Weis

O encontro com Hood e Xis ocorreu durante a gravação do programa Manos e Minas, da TV Cultura (apresentado por Happing Hood). O programa exibiu para a platéia de duzentos jovens que lotava o auditório do estúdio uma reportagem especial sobre a Expedição Fotográfica De Olho nos Mananciais, realizada pelo ISA e Estúdio Madalena no começo de junho. O programa acompanhara o grupo coordenado por Juan Esteves pelas quebradas e vielas do Jardim Ângela, distrito localizado na bacia da Guarapiranga. A programa com a reportagem vai ao ar no dia 27 de julho.

Ao apresentar a reportagem, Hood perguntou a platéria de onde vem a água que cada um dos presentes bebe e afirmou que a periferia de São Paulo precisa urgentemente de saneamento básico. Para falar dos mananciais, Hood entrevistou Nabil Bonduki, professor de urbanismo da USP. Além de se aproximar dos dois rappers, o ISA distribuiu boletins, folders e brindes para os 200 jovens do auditório, vindos de São Bernardo do Campo e Taboão da Serra e de bairros como Rio Pequeno e Jd. Angela. Pena que não houve espaço para uma conversa com a rapaziada sobre os mananciais, mas a semente foi plantada. Fica pruma próxima!

hood com brinde 1 Happing Hood cobrou mais qualidade de vida para quem mora nos mananciais. Foto: Bruno Weis.

Marina Silva escreve sobre problemas ambientais nas cidades e mananciais

07 dAmerica/Sao_Paulo July dAmerica/Sao_Paulo 2008

A ex-ministra do Meio Ambiente e atual senadora Marina Silva, escreveu em sua coluna de hoje (7/7) na Folha de S. Paulo sobre os problemas ambientais das cidades em ano de eleições e cita como exemplo o risco de escassez de água em São Paulo e a situação do Sistema Cantareira. Vale a leitura:

Antes ou só depois


Definidas as candidaturas, move-se a roda das eleições municipais. Hora de cobrar dos candidatos compromisso com os temas que realmente interferem em nossas vidas.
Como já se disse, pessoas não moram nos mapas da União ou dos Estados. Estão nos municípios, no território onde as coisas acontecem, onde os problemas ambientais e sociais ganham cara, números, gravidade e gente diretamente afetada.
Tome-se o caso das mudanças climáticas globais. O nome imponente sugere algo da alçada de especialistas e de poderosos, não de cidadãos comuns ou de eleições municipais. Mas talvez falte exatamente a entrada em cena dos cidadãos comuns para que a coisa ande.
O IBGE, nos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008, mostra vários indicadores negativos ou em evolução lenta na área ambiental, apesar de avanços como o aumento de 6,5% para 8,3% da área protegida em unidades de conservação federais. Há, de um lado, baixa capacidade institucional dos municípios para atingir bons níveis de sustentabilidade. A maioria ainda não tem secretaria ou conselho de meio ambiente. De outro, os municípios tiveram o maior aumento proporcional dos gastos públicos em meio ambiente, entre 1996 e 2004: de 0,4% para 1,1% do total das despesas. Os federais ficaram entre 0,3% e 0,4%, e os estaduais foram de 0,6% para 0,8%.
Há também algo diferente no ar: aumentou o número de candidatos municipais interessados em abordar meio ambiente em seus programas, sinal de que não há mais como ignorar o tema.
Como presidente da Subcomissão das Águas no Senado, participei da visita ao Sistema Cantareira e da reunião do comitê da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, nos dias 26 e 27 de junho. Parte dessas águas é transposta para abastecer a cidade de São Paulo. O sistema está perto do limite. Foi gratificante ver prefeitos, técnicos, representantes de empresas, da academia e de ONGs unidos na busca de soluções para a escassez.
Os investimentos para suprir a demanda são enormes e cobrem períodos cada vez mais curtos. Há algumas décadas, o volume de recursos para proteger mananciais e planejar a ocupação urbana teria sido muito menor do que o necessário agora para captar água em locais cada vez mais distantes.
Pode a consciência ambiental gerar novas atitudes sem a pressão do prejuízo econômico e da privação dramática de recursos vitais? O comprometimento antecipado de eleitores e candidatos com essas questões, no quintal das eleições municipais, pode ser uma chance para responder que sim.
Fonte: Folha de São Paulo, 7 de julho de 2008.

R$ 1,22 bilhão para recuperar os mananciais de São Paulo

01 dAmerica/Sao_Paulo July dAmerica/Sao_Paulo 2008

O governador José Serra iniciou nesta segunda-feira,30, na capital, uma nova etapa de obras do Programa de Recuperação de Mananciais. Coordenado pela Secretaria de Saneamento e Energia, o programa prevê investimento de R$ 1,22 bilhão em obras de urbanização e infra-estrutura (contenção, drenagem, rede de esgoto, rede de água e pavimentação) nas áreas das bacias Guarapiranga, Billings, Alto Tietê-Cabeceiras, Cantareira e Cotia.

As ações iniciadas hoje contemplam 45 favelas e beneficiam cerca de 45 mil famílias nas áreas de mananciais da Guarapiranga e da Billings. Entre as obras está a urbanização do Sítio Arizona, um investimento de R$ 29,27 milhões que atende 2,4 mil famílias e a construção de 1.360 moradias no total de R$ 74 milhões.“A habitação se desenvolveu nesta região de forma não planejada. O que estamos fazendo agora é corrigir isso, é urbanizar, colocar drenagem, água, esgoto e luz, enfim, tudo o que precisa para que virem bairros descentes para se viver”, disse o governador José Serra no Sítio Arizona, ao lado do prefeito Gilberto Kassab e do secretário estadual Francisco Luna (Economia e Planejamento.

A meta é concluir o programa em 2011, quando serão urbanizados 45 núcleos habitacionais, espalhados por uma área de 1,1 mil hectares – o que vai beneficiar 44.940 famílias. As obras vão incluir 42 quilômetros de drenagem e canalização, 112 quilômetros de sistemas de abastecimento de água e 186 quilômetros de esgotamento sanitário. “Estas obras representam um grande benefício para a urbanzação da região, elas trazem condições dignas de vida e moradia para a população”, observou o presidente da Sabesp, Gesner Oliveira. Na avaliação da secretaria de Saneamento e Energia, Dilma Pena, hoje as áreas são consideradas favelas e o grande objetivo, a partir de agora, é transformá-las em bairros.

Associada às ações do programa Córrego Limpo, o Recuperação de Mananciais deverá reduzir significativamente as cargas poluidoras que atingem as represas, responsáveis pelo abastecimento de uma parte significativa da cidade. A expectativa é de que os benefícios sejam estendidos a cerca de 200 mil pessoas.

Recursos

Do total de investimentos, R$ 180,2 milhões são do Governo do Estado; R$ 84,6 milhões da Sabesp; R$ 446,6 milhões da prefeitura da capital; R$ 250 milhões do Orçamento Geral da União, através do Programa de Aceleração do Crescimento; R$ 31,8 milhões da prefeitura de São Bernardo do Campo; R$ 7,8 milhões da prefeitura de Guarulhos; e R$ 219,3 milhões de financiamento do Banco Mundial, feito pelo Governo do Estado e a Sabesp. Já foram licitados e contratados pela prefeitura de São Paulo R$ 738 milhões. Deste valor, R$ 42 milhões são da Sabesp; R$ 446 milhões da prefeitura; e R$ 250 milhões do OGU.

Mais obras

O Governo do Estado de São Paulo aproveita a ocasião para anunciar novas licitações de obras para a região. Entre elas está a expansão dos sistemas de esgoto nas regiões do Mombaça e Crispim, no município de Itapecerica da Serra; e na bacia do Baixo Cotia, nos municípios de Cotia e Carapicuíba, executadas pela Sabesp. Embora o contrato com o Banco Mundial deva ser assinado apenas em novembro próximo, após a viagem do governador José Serra a Washington, o BIRD autorizou a realização destas licitações com os recursos das contrapartidas do Estado e da Sabesp. Para estas obras estão previstos R$ 38 milhões.

No segundo semestre, a Secretaria de Saneamento e Energia fará as licitações dos equipamentos de limpeza pública; do Parque Nove de Julho, à margem direita da Guarapiranga; e o Centro de Integração da Cidadania, no bairro do Grajaú.

Os recursos alocados para as obras do programa também prevêem a construção de 3.910 moradias para as famílias que precisarão ser reassentadas. Adicionalmente a estes recursos, a prefeitura de São Paulo vai investir mais R$ 165 milhões na urbanização de outras 36 favelas na região das bacias Guarapiranga e Billings. Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo.

Aumenta conflito pela água

30 dAmerica/Sao_Paulo June dAmerica/Sao_Paulo 2008

O crescimento desordenado das cidades, o uso intensivo da água para irrigação e a construção de usinas hidrelétricas já criam situações de conflito pelo uso da água no Brasil. Os casos mais críticos são registrados em Minas Gerais e no Nordeste brasileiro, onde a ocupação da terra é intensa e a disponibilidade de recursos hídricos menor. Segundo relatório produzido pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), a briga pela utilização da água foi responsável por 87 conflitos no interior do país, que afetaram cerca de 32 mil pessoas no ano passado. A CPT monitora os conflitos pela água desde 2003. Em relação ao ano anterior, esse tipo de divergência cresceu 93% - 45 conflitos foram registrados em 2006. Fonte: Correio Braziliense.

População sobe e assusta

Nas cidades, o uso da água aumenta por conta do crescimento populacional. Ao avançar por áreas sem urbanização, os moradores impermeabilizam o solo, aterram nascentes, captam água sem controle e despejam esgoto sem tratamento nos cursos d´água. Na Região Metropolitana de São Paulo, a solução foi buscar água em rios de cidades vizinhas. Oito sistemas abastecem a população, sendo que um deles - o do Rio Piracicaba - está localizado a cerca de 70km de São Paulo. “Encontramos essa saída há 30 anos. Mas agora a região de Piracicaba demanda mais água. Então, voltamos a ter problemas de abastecimento”, explica Marússia Whately, coordenadora da campanha De olho nos mananciais, promovida pelo Instituto Socioambiental - Fonte: Correio Braziliense.