Uma campanha pela preservação das fontes de água de São Paulo

Billings :: Seminário Billings 2002

O Seminário Billings 2002 , realizado entre os dias 19 e 21 de novembro de 2002, em Ribeirão Pires, teve como principal objetivo estabelecer um processo de discussão e proposição de ações de recuperação e preservação da Bacia Hidrográfica da Billings, visando sua utilização para abastecimento público. Para tal, contou com a participação da comunidade científica e acadêmica, das organizações governamentais e não governamentais, da comunidade empresarial e de movimentos sociais relacionados diretamente com os propósitos do trabalho.

Com duração de três dias de imersão total, o Seminário reuniu 193 especialistas em temas diversos, que trabalharam em grupos para definir as áreas e ações prioritárias. No primeiro dia, os participantes se reuniram em grupos temáticos, no dia seguinte em grupos por sub-regiões da Bacia Hidrográfica da Billings, e no terceiro e último dia, em grupos de recomendações gerais para a bacia. Para a consolidação dos resultados deste último dia de trabalho, os participantes foram convocados para uma nova reunião, que ocorreu no dia 16 dezembro de 2002, no Instituto Goethe, em São Paulo.

Esta iniciativa foi resultado de uma parceria entre o Instituto Socioambiental, Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, Sub-Comitê de Bacia Hidrográfica da Billings, Prefeitura Municipal de Ribeirão Pires, Secretarias Municipais de Habitação e de Meio Ambiente do Município de São Paulo, Instituto Acqua, Associação Global de Desenvolvimento Sustentado - AGDS e Senac, e contou com o apoio do Fundo Estadual de Recursos Hídricos – Fehidro, Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, Fundação Florestal, Sabesp, Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras de São Paulo, Secretaria de Energia de São Paulo e Emae.

Destes trabalhos resultaram 12 mapas temáticos, com identificação de 168 áreas prioritárias, 4 mapas regionais e 1 mapa com os resultados consolidados para a bacia, com 66 áreas, que foram apontadas pelos participantes como de importância para a conservação, recuperação e uso sustentável da Bacia Hidrográfica da Billings como manancial de abastecimento público. Cada uma destas áreas possui uma ficha com um conjunto de informações e recomendações de ação.

Dentre essas informações é possível verificar que a principal ameaça apontada pelos participantes é a expansão desordenada da ocupação urbana, constante em 33 das 66 áreas definidas como prioritárias na bacia, seguida dos impactos da construção do Rodoanel dentro dos limites da área de proteção aos mananciais, presente em 16 áreas prioritárias. Os participantes também apontaram problemas localizados que incluem processos erosivos, pesca e caça ilegal e impactos nos pontos de captação de água.

Além dos mapas, os especialistas produziram um conjunto de recomendações gerais para a bacia, que compreendem a implantação e ampliação das áreas protegidas sob a forma de Unidades de Conservação (UCs); um novo modelo de gestão, recuperação, manejo e operação do Reservatório Billings; estratégia de integração de políticas públicas para a gestão da Bacia Hidrográfica da Billings; desenvolvimento de alternativas econômicas compatíveis com a produção de água; fiscalização e monitoramento permanente do território; entre outras.


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