Uma campanha pela preservação das fontes de água de São Paulo

Guarapiranga :: Principais ameaças

 

  • A qualidade das águas dos rios e da represa piora ano a ano. Segundo matérias veiculadas na imprensa, a água bruta da Guarapiranga é uma das mais sujas entre os mananciais de abastecimento.
  • Entre 1998 e 2003, o custo de tratamento da água da Guarapiranga subiu 133%. (Estado de São Paulo, 25/08/06)
  • No período entre 1989 e 2005 a área ocupada pelo espelho d’água do reservatório diminuiu consideravelmente. Pode ser um reflexo do período de estiagem pelo qual a RMSP vem passando desde 1999, mas também pode estar associada ao assoreamento e exploração do reservatório além da sua capacidade natural.
  • Apenas a metade dos habitantes da região tinha algum sistema de coleta de esgotos em 2000 (Censo IBGE) e a maioria do esgoto coletado continua sendo despejada na represa
  • Em 2003, mais da metade da área da Bacia Hidrográfica da Guarapiranga encontrava-se alterada por atividades humanas. Parte dessa alteração (17%) diz respeito aos usos urbanos, e o restante a usos diversos, como agricultura, mineração e solo exposto.
  • Entre 1989 e 2003, as áreas urbanas aumentaram em 19%, e mais da metade deste crescimento se deu sobre áreas com severas restrições à ocupação.
  • Parcela significativa das áreas de preservação permanente (APPs) encontra-se ocupada por usos humanos, com sérias conseqüências para a produção de água.
  • A população que vive ao redor da represa aumentou em quase 40% entre 1991 e 2000 e é estimada em quase 800 mil pessoas.
  • O trecho sul do Rodoanel Mário Covas vai impactar 12% da área da Bacia Hidrográfica (área de influência direta (– faixa de 500 metros ao longo de todo o traçado)
  • O Rodoanel terá alto potencial de indução à ocupação na região, pois cria novas rotas de acesso e circulação na RMSP, corta e conecta todos os principais eixos de expansão urbana da região – estrada do M’Boi Mirim, estrada de Itapecerica da Serra e Av. Sadamu Inoue.